AMARÁS O TEU PRÓXIMO! (Mt 5,43-48)
OS EVANGELHOSMT 5PR
Antonio Carlos Santini
2/28/2026
Quem é o meu próximo, a quem devo amar? Foi esta a pergunta que motivou Jesus Cristo a contar a parábola do samaritano que cuidou de alguém que – aparentemente – não era tão próximo: o inimigo judeu. O Evangelho de hoje nos dá a oportunidade de rever nossos conceitos a respeito do “próximo”. É uma palavra (um adjetivo substantivado) que costuma lembrar nossos familiares, o vizinho do lado, os membros de nosso clube ou de nossa paróquia.
E que tal olhar em outra direção? Olhar como “próximo” todos os batizados, aqueles que o batismo cristão tornou “filhos do Pai”, por adoção? Todos aqueles que o mesmo batismo cristão configurou com Cristo? Aqueles que, desde seu batismo, são templos do Espírito Santo?
E não é verdade que nós mantemos distância de alguém – um batizado, isto é, um próximo! – só porque ele frequenta um templo diferente? E, pior ainda, sem levar em conta que eles creem no mesmo Jesus Cristo, chegamos a criticar, caluniar ou zombar de cristãos de outra denominação? Sem perceber que estamos odiando em vez de amar...
O Papa Leão XIV acaba de publicar (novembro de 2025) a Carta apostólica “In unitate fidei”, onde ele toca no tema do ecumenismo: “Alcançar a unidade de todos os cristãos foi um dos principais objetivos do Concílio Vaticano II. [...] Assim, com o grande aniversário do primeiro Concílio de Nicéia, celebramos também o aniversário da primeira Encíclica ecumênica, que pode ser considerada como um manifesto que atualizou os mesmos fundamentos ecumênicos estabelecidos pelo Concílio de Nicéia.
Graças a Deus, o movimento ecumênico alcançou muitos resultados nos últimos 60 anos. [...] O diálogo ecumênico levou-nos, com base no único batismo e no Credo Niceno-Constantinopolitano, a reconhecer nos irmãos e irmãs das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, os nossos irmãos e irmãs em Jesus Cristo e a redescobrir a única e universal Comunidade dos discípulos de Cristo em todo o mundo.
Com efeito, compartilhamos a fé no único Deus, Pai de todos os homens, confessamos juntos o único Senhor e verdadeiro Filho de Deus, Jesus Cristo, e o único Espírito Santo, que nos inspira e nos impele à plena unidade e ao testemunho comum do Evangelho. Realmente, o que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide!
Assim, num mundo dividido e dilacerado por muitos conflitos, a única Comunidade cristã universal pode ser sinal de paz e instrumento de reconciliação, contribuindo de forma decisiva para um compromisso mundial pela paz. S. João Paulo II recordou-nos, em particular, o testemunho dos muitos mártires cristãos provenientes de todas as Igrejas e Comunidades eclesiais: a sua memória une-nos e exorta-nos a ser testemunhas e operadores de paz no mundo.”
Orai sem cessar: “Oh! como é bom e agradável irmãos unidos viverem juntos!” (Sl 133,1)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

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RECONCILAÇÃO
Escultura em Bronze
JOSEFINA VASCONCELOS / 1955


